Destino – Deserto do Atacama

O que eu vou fazer no deserto? Esta é a pergunta clássica quando alguém pensa em visitar o Deserto do Atacama. A maioria das Atacamapessoas ainda não compreendeu como pode existir beleza em um lugar onde árvores são raridades. Talvez seja exatamente este contraste entre o verde do Brasil e o marrom do Atacama que fascina tanto.

A história desta região é uma das mais antigas da América. Indícios arqueológicos mostram que o homem já habitava os oásis de San Pedro há mais de 11 mil anos. Até hoje é possível admirar as ruínas de Tulor, uma cidadela de casas circulares, nas margens hoje secas do rio San Pedro, e que data de quase três mil anos atrás. A cidadela de Tulor está muito próxima de um dos cartões postais do Deserto do Atacama, o Vale da Lua, uma enorme depressão no meio da Cordilheira do Sal que se assemelha muito à paisagem lunar. No vale existem ainda enormes cânions de sal, onde a erosão produziu cavernas, grutas, passagens e uma impressionante paisagem. A leste da Cordilheira do Sal está o Salar de Atacama, uma depressão entre a cordilheira andina e a cordilheira Domeiko com mais de 100 quilômetros de comprimento e quase 40 de largura. O Salar do Atacama é o maior salar do Chile, e é considerado a maior jazida de lítio do mundo.

A maior vila da região é San Pedro de Atacama, situada a 2.500 metros de altura, bem próxima da Cordilheira dos Andes. Um grande vulcão de 5.916 metros de altura pode ser visto de suas ruas, adorado pelos atacamenhos como uma divindade há Atacama milhares de anos, trata-se do vulcão Licancabur. Apesar de ser o mais imponente e um dos mais importantes da região, o Licancabur não é o único; mais de 30 vulcões cercam San Pedro e o Salar do Atacama. Na vila, a igreja, as casas em adobe e o museu La Paige contam muito sobre a história deste povo que resiste à rudez do deserto há milhares de ano.
O aeroporto mais próximo é o de Calama, localizado a aproximadamente 01h30 de San Pedro. Há diversas opções de vôos chegando diariamente a partir de Santiago.

A viagem de carro até São Pedro de Atacama – base mais procurada para todos os passeios do deserto – dura cerca de 90 minutos, tempo que você aproveita para se acostumar com o novo ambiente: pequenas casas rústicas (feitas de pedras, principalmente liparita, barro e palha seca, e muitas com a utilização de cactus), pouca iluminação e ruas estreitas, de terra e areia. E é justamente nessas ruas pequenas que o Atacama começa a se revelar. O clima seco, também já se faz sentir logo nas primeiras horas e pode fazer o nariz sangrar ou a garganta fechar (por isso a dica é beber água, muita água).   Na cidade de São Pedro de Atacama, que abriga não mais que dois mil habitantes, a média de chuva é de apenas oito dias durante o ano todo. E, mesmo assim, chuvas rápidas, porque a umidade da Amazônia é freada pela CordilheiraAtacama dos Andes e pela Cordilheira do Sal. Muitas vezes, como contam os moradores locais, é possível ouvir trovões e ver relâmpagos, sem que a chuva chegue até o Atacama. E, quando ela finalmente vem, provoca grande erosão. Por isso, é quase certo que você vai encontrar dias ensolarados e brilhantes durante o passeio.

De carro, a pé, cavalgando ou pedalando, o importante é descobrir os pontos turísticos naturais que, por uma decisão governamental, são gerenciados pelos próprios povos de cultura atacamenha. O Deserto do Atacama é um lugar especial, tão especial que para entende-lo é preciso passar por ele. Quem sabe este não é o destino de sua próxima viagem?

 

 

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