Viaje Comigo

Destino Galápagos

As Ilhas Galápagos são formadas por 12 ilhas principais e outras tantas menores, sendo cinco delas inabitáveis. Ainda assim, existem mais habitantes do que seria de supor: metades dos cerca de 30 mil residentes do arquipélago vivem na ilha de Santa Cruz e a sua principal cidade, Puerto Ayora, serve de ponto de partida para tudo.

Pássaros, répteis e mamíferos do mar são as espécies dominantes. As iguanas confundem-se com as rochas pretas, abastecendo-se de sol, e os leões-marinhos só rugem às pessoas se tiverem uma cria por perto. Cactos gigantes formam uma paisagem árida, queGalápagos pode ser brutalmente interrompida por um oásis composto por uma praia de areia branca tocada levemente por águas azul-turquesa.

Mesmo nas ilhas mais povoadas é possível abrir a boca de espanto quando cruzamos com leões-marinhos, iguanas, tartarugas e aves de patas azuis. Nas águas, com alguma sorte e dependendo da época do ano, também podem avistar-se baleias, tubarões, pinguins e golfinhos. Meter a cabeça debaixo de água é certeza de um espetáculo de peixes de todas as cores. Galápagos é hoje uma espécie de santuário da vida animal, que vai tentando encontrar a medida certa entre a necessidade do turismo e a preservação do ecossistema. Devido ao seu clima não há nenhuma época restritiva e podem ser feito passeios no arquipélago em qualquer época do ano.

As Ilhas Galápagos devem seu nome às enormes tartarugas conhecidas como galápagos. Em 1835, o naturalista britânico Charles Darwin visitou as ilhas e observou ali um laboratório vivo, que inspirou sua teoria da Evolução das Espécies. Muitos dos animais de Galápagos se desenvolveram como espécies diferentes daquelas encontradas no continente, e pelo fato de nunca ter associado o homem a um predador, hoje não demonstram nenhum temor em relação às pessoas.

GalápagosGuias naturalistas em vários idiomas guiam grupos pequenos de passageiros pelas ilhas, e explicam sobre a fascinante geologia e história deste mundo que nos transporta a milhões de anos atrás. Você pode caminhar, nadar, praticar snorkeling, fotografar e observar a variedade abundante de fauna e flora em cada ilha. Mas uma boa dica quando for passear é levar um repelente de insetos, calçado cômodo e creme com um alto fator de proteção solar.

O acesso é feito via aérea em vôos partindo de Quito ou Guayaquil e você pode visitar este paraíso hospedando-se em hotéis, ou a bordo de pequenos cruzeiros que facilitam o trânsito entre as ilhas. É interessante saber que os pacotes de viagem para Galápagos também permitem conhecer os atrativos do Equador continental: sua vibrante capital Quito, cidades coloniais como Cuenca, a bucólica Otavalo e os imponentes picos nevados da Avenida dos Vulcões.

Quito

Quito, capital do Equador, país que abriga a linha que separa os dois hemisférios, tem o maior centro histórico de toda a América. Seus prédios de arquitetura impecável já abrigaram a conhecida Escuela Quiteña e a Joia da Coroa espanhola, manifestações do século 17, influenciadas pela Escuela de Arte y Oficios. A ideia levou para toda a América esculturas e pinturas feitas por índios que incorporavam o estilo artístico europeu.

Suas ruas estreitas entregam sua importância histórica para o continente que enche de orgulho os seus moradores. A arquitetura da cidade é extremamente preservada e uma das mais visitadas é a Basílica Del Voto Nacional, construída no século 19 em estilo gótico.

A cidade também tem grandes atrativos naturais como a Avenida de los Volcanes, que corta a cidade. São vários vulcões que vão seguindo a rota sul da província de Pichincha. Entre as belezas naturais do Quito estão também as montanha Chimborazo, a mais alta do país, e a Carihauirazo, que possui cinco mil metros de altitude.

Galápagos

Avenida dos Vulcões

Como se a paisagem não fosse o suficiente, a aventura pela Avenida dos Vulcões, no coração do Equador, é feita do alto de um vagão de trem –os passageiros vão sentados no teto do veículo. O vento parece cortar a pele; faz um frio de rachar no altiplano dos Andes, que começa naquele país e divide-se em duas grandes cadeias de montanhas vulcânicas, as cordilheiras Ocidental e Real, entre 3.000 e 4.000 metros de altitude.

A emoção de avistar uma região desenhada por campos cultivados, vulcões por todos os lados com cumes cobertos de neve (alguns deles em atividade) e povoada por andinos de roupagem colorida vale qualquer esforço.

O roteiro sai da capital Quito, cruza o Sul, para em vilarejos e percorre desfiladeiros íngremes de tirar o fôlego. Vale cercado pelas duas cordilheiras paralelas de grande altitude, a Avenida dos Vulcões concentra nove dos dez picos mais altos do Equador. Foi assim batizada pelo explorador alemão Alexander von Humboldt, quando a visitou em 1802. Humboldt impressionou-se com a topografia do pequenino, porém multifacetado país.

 Ao todo, oito vulcões se sucedem no percurso. Nem os solavancos desviam os olhos dos visitantes, fixos na gravura natural.


Infográfico - Galápagos

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