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Destino Quênia

Este é um país encantador como poucos no mundo. Oferece aos seus visitantes vários santuários de vida selvagem, lindas praias, paisagens incríveis em um vasto e inexplorado território, com clima perfeito, acomodações charmosas e um povo muito hospitaleiro.

Situado na costa leste da África, o país cobre uma área total de 649 Km² habitados por mais de 30 milhões de pessoas, e possui quase todos os principais ecossistemas conhecidos no mundo: de glaciares a desertos áridos, passando por cadeias montanhosas, ricas savanas, grandes lagos e densas florestas.

O imponente Monte Quênia (5.199 m), com picos nevados durante quase todo o ano, é umas das atrações mais importantes do país, além dos 54 parques nacionais e reservas que protegem totalmente a flora, a fauna, além de culturas como as das tribos indígenas que ali vivem. Estas selvagens e exuberantes regiões diferem na abundância e variedade de animais, paisagens, clima e altitude, das famosas savanas de Masai Mara ao santuário de aves do Lake Nakuru, e por isso o Quênia é atualmente um dos países mais visitados da África, possibilitando a todos os seus visitantes um profundo contato com a natureza e a cultura locais.

Quênia

Breve História

As primeiras caravanas que se aventuraram nesta região foram organizadas por traficantes de escravos, comerciantes, árabes e “Kiswahili” – etnia formada pela mistura dos primeiros colonos árabes com as tribos locais. Naquela época, as potências européias ainda não tinham sua atenção voltada para este continente. Somente na penúltima década do século XIX, a África foi dividida em zonas de interesse, ficando o Quênia sob protetorado britânico (1895). Em 1907 Nairobi foi declarada capital do protetorado. Foi também durante essa década que começaram a surgir movimentos nacionalistas entre as tribos: Maasai, Nandi, Kipsigis e Kikuyu, que haviam sido marginalizadas e expulsas de suas melhores terras e confinadas em reservas. A política seguida pelo poder colonial era a de evitar contatos inter tribais.

QuêniaNos anos quarenta, havia duas principais correntes em prol do movimento nacionalista: uma moderada liderada por Eliud Mathu (educado na África do Sul e Oxford), e uma radical sob o comando do líder Jomo Kenyatta e tendo os Kikuyu como ativistas. Em 1952 o movimento iniciou uma luta contra os colonos da região montanhosa, rebelião conhecida como “Mau Mau”. O governo colonial declarou estado de emergência. As tropas coloniais prenderam milhares de Kikuyus e os confinaram em reservas fortemente guardadas, Jomo Kenyatta foi feito prisioneiro e confinado no deserto do norte. A luta durou até 1960, quando se contabilizou cerca de 11.000 Mau Maus e 2.000 civis africano mortos, contra 50 militares e 30 civis europeus.

A resistência armada tinha sido superada, mas a era colonial chegou ao fim. No mesmo ano de 1960 uma área de mais de 800.000 foi oferecida para compra aos mesmos africanos que dali haviam sido despejados. Jomo Kenyatta retornou do exílio para liderar o KANU, partido nacionalista de predominância Kikuyu. Finalmente, em 1963, a Inglaterra concedeu a independência e a República foi adotada como forma de governo. Jomo Kenyatta tornou-se presidente, cargo que ocupou de forma mais ou menos ditatorial até sua morte, em 1978. Foi sucedido por seu vice, Daniel Arap Moi.

O período pós-colonial foi marcado por uma clara africanização da vida social e das instituições, bem como de evolução econômica e política. Desenvolveu-se uma classe comercial africana que participou ativamente nos negócios e profissões que antes eram totalmente dominadas por brancos. O Quênia tem desenvolvido uma economia mista de propriedade privada e do estado, principalmente em setores como petróleo, bancos e energia. Em janeiro de 2003, Mwai Kibaki e seu partido (NARC), venceram as eleições e acabaram com 40 anos de governo KANU. Em dezembro de 2008, foram realizadas eleições no Quênia que resultaram em um governo de coalizão, onde Kibaki (partido PNU) assumiu a posição como presidente e Raila (partido ODM) assumiu como primeiro-ministro, tornando-se o único país africano com este tipo de governo.

Hoje o Quênia é o país mais desenvolvido e melhor preparado para o turismo da África Central e Oriental.

Alimentação no Quênia

A abundância de produtos naturais do Quênia, combinados com a rica variedade de culturas, criaram uma grande tradição culinária.

O fértil solo vulcânico do Vale do Rift produz legumes frescos, enquanto que a costa é uma grande fonte de frutas tropicais e frutos do mar frescos. A costa é também o lar da cozinha “suaíli”, uma mistura dos sabores do Oriente Médio com os africanos. Mais para o interior, os quenianos são grandes consumidores de carne formidável. Uma das especialidades mais conhecidas é a “Nyama Choma” (carne assada).

A dica é conhecer os populares “Joints Choma”, presentes na maioria das cidades quenianas, são restaurantes que servem esta especialidade. A carne geralmente é assada em fogo aberto ou carvão e servida com uma mistura de vegetais (Sukuma Wiki) e “Ugali” (mingau de farinha de milho servido em forma de grandes tijolos, que são quebrados e usados para acompanhar a carne, ensopados ou legumes). A carne de frango é mais cara e, portanto, a população prefere pratos com carne e arroz. Para os vegetarianos, os imigrantes indianos e paquistaneses trouxeram ao país grande variedade de pratos. A castanha é também a base de muitos alimentos.

Música e Artesanato no Quênia

Quênia

 

O artesanato do Quênia é variado de acordo com a região: esculturas de madeira, pulseiras Masai e estampas em batik (desenhar com cera quente sobre o tecido e em seguida tingi-lo). A manifestação artística na África representa usos e costumes das tribos africanas, através de pinturas, máscaras e esculturas feitas em diversos materiais.

A música queniana tem sua origem a partir de várias fontes:

– cantos e danças de tribos nômades (cerimoniais e de caça)
– grande variedade de tambores utilizados por todo o país
– sinos, chifres longos, assobios
– percussão Kamba e Chuka
– flautas de junco e instrumentos de cordas

Como a tendência atual para a fusão de estilos cresce, muitos artistas quenianos estão explorando um novo reino de possibilidades musicais. Um dos mais populares é Mercy Myra, que combina estilos tradicionais e modernos, africanos e ocidentais. O grupo Ogopa produziu muitas outras estrelas jovens, incluindo Googz Banton e Vinnie, uma dupla de talentosos cantores e compositores cuja música hip hop sobre a vida no subúrbio de Nairobi se tornou hino em toda a cidade. Tudo isto diversificou o cenário musical do Quênia. Em passeios na lojas em Nairobi você encontrará diversas opções.

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